Café: Terra e Tempo

Da terra ao grão

Café: Terra e Tempo

Cultivo

Já parou para pensar que cada grão de café é uma semente que nasceu dentro de um fruto? E que esse fruto surgiu de uma flor?

Pois é, o nosso querido cafezinho tem muita história para contar. Aqui no Brasil, é uma das bebidas mais consumidas no dia a dia, ficando apenas atrás da água¹. Porém engana-se quem acha que ele surgiu aqui nas terras tropicais: a lenda mais conhecida² é a de que no século 9, onde hoje é Etiópia, um pastor viu suas cabras muito elétricas e dispostas… E isso aconteceu depois de terem comido umas frutinhas que nasciam em um arbusto desconhecido. Tais frutas eram café.

Desde então, o café, considerado energizante e saboroso, espalhou-se pela região das Arábias até chegar à Europa por volta de 1600, e ao Brasil, um século depois.

1 http://abic.com.br/consumo-de-cafe-especial-aumentou-em-ate-15-em-2017-diz-associacao-brasileira-de-cafes-especiais/

2 http://www.ncausa.org/about-coffee/history-of-coffee

Natureza, conhecimento e gente

Café: Terra e Tempo

Plantar café exige muita dedicação e boas condições naturais para que se desenvolvam. Se formos pensar na jornada do café, tudo se inicia com uma muda ou semente plantada na terra. Ao longo de um ano e meio, mais ou menos, essa plantinha terá de ser regada na medida certa (por chuvas ou irrigação), podada para crescer fortalecida e cuidada para não ser casa de pragas ou doenças… Até virarem arbustos de 2 a 5 metros de altura. 

 

Passados esses dezoito meses de cuidado, a mágica principal acontece. Imagine um campo cheio de flores, pétalas brancas enfeitando cada pé de café. São três dias em que a plantação vive o chamado auge da florada. É momento de comemoração e torcida dos produtores, na espera de que cada flor se transforme em uma frutinha, a chamada “café cereja”.

 

As frutas de café nascem pequenas e verdes. Ao longo de vários meses, elas vão amadurecendo e crescendo até chegarem à cor vermelha (ou amarela, como na variedade Bourbon Amarelo).

O período da colheita vai acontecer, mais ou menos, uns seis meses depois de as primeiras cerejas de café aparecerem nos galhos. Elas estarão maiores e maduras, e prontas para serem colhidas por máquinas (que, em sua maioria, retiram todas as cerejas de uma vez só) ou à mão (o que permite maior seleção e precisão na escolha dos melhores frutos).

Depois disso, é preciso separar e preparar o que foi colhido. Essa etapa, que engloba uma série de processos, é chamada de beneficiamento ou pós-colheita. Nessa fase, os grãos mais maduros e com mais potencial são separados e selecionados. O produtor deve escolher se irá deixá-los em seu estado natural, ou se irá descacá-los ou até despolpá-los.

Independente de como for, todos frutos precisam passar pelo processo de secagem, que pode ser feito de forma natural (sol), ou com ajuda de secadores mecânicos.

Por fim, o café que até essa etapa era fruto, agora deve virar grão! Para isso, é feita uma “limpeza” total nele: retira-se a casca, a polpa, a mucilagem e impurezas, para que apenas o grão interno (a semente) de cada frutinho seja mantido. O que fica dessa fase é um grão pequeno e verde, ainda cru. E pronto para ser ensacado.

Assim, anos de trabalho conjunto entre natureza, gente e conhecimento se traduzem em sacas de café "verdes" que irão chegar aos Mestres de Torra (link para seção de Torra) para que tragam todos os sabores e aromas contidos em cada grão.

No mundo, existem 120 espécies diferentes de café. Pode acreditar! De todas elas, duas se destacam: a Arábica (Coffea arabica)  e a Robusta (Coffea canephora).

Veja abaixo as principais diferenças 3 entre eles:

Cultivado com respeito

Nescafé sabe que café não é qualquer fruto. É planta que evolui junto com quem planta.

Sabendo disso, e também que cada pé plantado é fruto de aposta, trabalho e resiliência, criamos, em 2011, uma iniciativa global. Ela é o nosso compromisso real com toda a cadeia envolvida: com quem planta, colhe, torra e consome café. Desenvolvemos projetos de qualificação da vida dos cafeicultores em relação a como cuidar do negócio familiar, do meio-ambiente e dos processos de produção.

Respeito é o nosso valor-chave, é a base de todas nossas decisões e interações, porque só assim podemos ter a garantia de que cada grão de Nescafé é um grão 100% responsável. É uma longa jornada, mas já estamos no caminho. E você faz parte disso, porque cada xícara faz diferença nesse processo.

TERROIR

Já ouviu falar em Terroir (forma de pronunciar: "têrruá")? Assim como no mundo dos vinhos, o sabor e o aroma do café que tomamos não depende apenas da espécie do grão ou de como ele foi plantado.

A qualidade do café vem da combinação e relação única entre o solo, o clima, as formas de cultivo e a cultura das pessoas de onde ele cresceu. E é esse conjunto de fatores que chamamos de Terroir.

Degustar um bom café começa por entender de onde ele veio: qual o relevo e solo onde ele foi germinado? E a intensidade das chuvas que o regaram?  Qual clima, temperatura, umidade que ele foi exposto ao longo dos anos de cultivo? Qual a história e quem são as pessoas que cuidam daquela terra e das plantações? Quais são suas rotinas, técnicas?

Cada lugar tem sua vocação. Basta o encontro entre grão certo e o terroir certo para que a mágica aconteça.

E aqui no Brasil temos terroirs muito peculiares, que se destacam por combinarem clima, relevo e cultura únicos. Os cafés desses locais são classificados como especiais e são sucesso no mundo inteiro. Entre eles, temos os terroirs do Alto do Paranaíba, de São Sebastião do Paraíso e da Chapada Diamantina.